domingo, 3 de outubro de 2010

NUNCA MAIS!

Nunca mais me sais da cabeça. Procuro recantos onde me esconder das tuas lembranças, mas elas vão ao meu encontro. Só vêm as dos últimos tempos, algumas boas outras menos boas, mas todas elas a fazer recordar a tua cruel doença, que te levou, aos poucos de mim, do mundo.
Hoje estive em locais muitos altos, por onde também passaste e adoraste, na Ilha da Madeira, em que pensei, talvez estivesse mais perto de ti... Será que estive? Será que só lá te encontro? Ou estás em todo lado, como Deus? Ou estás sempre ao meu lado, como os amigos e família não param de dizer com a maior das convicções???? Ou será que nunca mais estarei perto de ti depois de te ver partir?? Não sei. O que sei é que fizémos um juramento proposto por mim, em vida, muito antes de estares doente: pedi que jurasses que, de nós as duas, a que partisse primeiro, faria de tudo para dar um sinal à outra, que ficou, de que estaria realmente ao seu lado. Eu também jurei. E fá-lo-ía, tenho a certeza.
Não sei de ti. Não sei onde andas. Já sonhei contigo, mas não retirei qualquer mensagem desses sonhos. Não sei se estás bem. Não se ainda existes. Não sei nada.
Aliás, sei uma só coisa: Partiste e sei que não voltarás para mim nunca mais. E as recordações não me chegam! Se sou egoísta??? Se sou ínsatisfeita? Se sou dificil de convencer que a vida continua como se nada fosse???? Talvez! Que seja, aos olhos de quem não me entende, nem entenderá a dor de perder uma parte do seu corpo, da sua alma, do seu coração, do seu Ser.
Nunca mais terei aquele colo de MÃE, aquela voz de MÃE, aqueles ouvidos de MÃE, aqueles conselhos de MÃE, aquela doçura de Mãe, aquele carinho de Mãe que sempre me acompanhou ao longo de 33 anos! Nunca mais! Nunca mais! Nunca mais!
NUNCA MAIS, MÃE, NUNCA MAIS!