terça-feira, 7 de setembro de 2010

Há quase um ano...


Há quase um ano, esta foto foi tirada, aquando do 1º aniversário do nosso pequeno Diogo.
Saudades, saudades, saudades! Quem pensaria, nesta altura, que tudo se desmoronaria daquela forma e tão rápido e cruel??????
As lágrimas não se contém.... :'(

5 comentários:

  1. Querida Ana,
    Vi o teu blogue e tal como te disse é uma excelente ideia para expor aquilo que não se pode desabafar.
    Perder alguém é algo poderoso. Algo que não se sabe explicar, pois é algo que não se aceita até darmo-nos conta daqueles momentos em que caimos na realidade de uma forma bruta. Quando queremos ligar àquelas pessoas, quando queremos abraçá-las, ou até mesmo quando apenas queremos partilhar as alegrias da vida.
    Este ano, em Agosto, fez 7 anos que perdi a minha avó paterna e fará 6 anos em Janeiro que perdi o meu avô paterno. Todos nós perdemos os nossos avós mas, tal como muitas pessoas, os meus avós criaram-me e viveram comigo até morrerem. Eram duas pessoas muito doentes mas que sempre conseguiram dar-me todo o carinho e atenção que precisei para crescer. Ensinaram-me muito e todos os dias recordo-me deles como se nunca tivessem partido.
    Apesar de me custar, e de saber que a vida é assim, preferi optar por apenas viver das boas recordações e pensar, talvez infantilmente, que estarão sempre presentes, em todas as etapas da minha vida.
    Defendo que só perdemos as pessoas no momento em que nos esquecemos delas.

    Um grande beijo

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  2. Minha querida Anita
    Tenho assistido ao teu sofrimento, sem saber como te poder apoiar.
    Mas lembra-te... tudo aquilo que vivemos, emoções, sentimentos, alegrias,será nosso para sempre.
    O mesmo com as pessoas a quem amamos,estarão sempre conosco, bem juntinho ao peito, no nosso coração!
    Só perdemos alguém se nos esquecermos dela e isso eu sei que não vai acontecer!
    Um beijo grande minha amiga. Celia

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  3. É verdade, esquecer NUNCA esquecerei. Mas dói tanto, tanto!
    Obrigada amigas.

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  4. Ola minha querida. É sempre bom rever te, neste caso ler te, uma vez que tenho mtas saudades tuas, dos bons velhos tempos, parece que foi ontem :)))) O sofrimento às vezes transforma-nos mas não nos derruba. Não te esqueças nunca de soltar essa gargalhada maravilhosa que tu tens. Eu pensei por isso e sei o que dói mas tb sei que o tempo acalma a dor e a vida continua. bj enorme
    Miss U
    Eva Machado

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  5. Olá querida Ana
    Tal como tu também perdi a minha mãe, há 1 ano e meio. foi inesperado, ainda ñ me sinto preparada para falar sobre isso, quem sabe um dia... mas deixo-te esta pequena mensagem, com desejo que consigas voltar a sorrir em pleno para a vida junto dos teus que muito te amam!

    Um dia os nossos entes queridos partem, quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira-nos o que mais amamos.
    No nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "os meus pêsames" parece pesar, os nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue do nosso corpo a culpa de nunca ou, poucas vezes ter dito: "Amo-te"; "preciso de ti", "estou sempre aqui", "preocupo-me"….
    Os nossos sonhos caem por terra, a nossa vida parece perder a importância que tinha.
    E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
    Quando amamos transmitimos em pequenos actos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos a sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
    E a culpa? A culpa é da vida que tem início, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
    Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos os nossos entes queridos em eternos companheiros.
    Os nossos sonhos ganham aliados, a nossa vida ganha acompanhantes e, no fim apenas a saudade e uma certeza:
    Não importa onde estejam, estarão sempre connosco.
    Luísa

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